Aviso aos navegantes

Este blog é apenas uma voz que clama no deserto deste mundo dolorosamente atribulado; há outros e em muitos países. Sua mensagem é simples, porém sutil. É uma espécie de flecha literária lançada ao acaso, mas é guiada por mãos superiores às nossas. À você cabe saber separar o joio do trigo...

28 de janeiro de 2014

Sobre o apego e impermanência

O ego quer convencer o outro

Dependência Psicológica

O discípulo e o Mestre estão em grande conflito

O discípulo e o Mestre estão em grande conflito; uma grande luta se desenrola. E o discípulo só pode vencer se for desafortunado. Quando o Mestre vence, o discípulo é abençoado, é afortunado. A luta acontece porque o discípulo veio ao Mestre por razões erradas — talvez tenha vindo em busca de um ego espiritual. Ele fracassou na vida: dinheiro, poder, prestígio, respeitabilidade, sucesso nos negócios, ambição no mundo político — aí ele fracassou. Não pode alcançar o pico de sua jornada egoísta; não se tornou um presidente ou um primeiro-ministro — agora a vida está escapando de suas mãos e ele quer ser alguém. É desconfortável demais permanecer um ninguém.

Por fim as pessoas começam a procurar e a buscar na dimensão da religião. Aí parece ser mais fácil. Parece ser mais fácil alcançar um certo ego, uma certa cristalização do ego... E você pode se sentir o tal. Pode sentir que se tornou especial.

[...] O discípulo vem ao Mestre por razões erradas. Também vem para alcançar algum tipo de paz, por estar muito tumultuado. Por que quer alcançar a paz? Para que possa trabalhar suas ambições de uma maneira melhor.

[...] Quando você chega a um Mestre real, ele diz que não há nenhum lenitivo, não há nenhuma panacéia. E não diz que o tornará pacífico e saudável, e que você poderá ir para o mundo correndo atrás de sua ambição de uma maneira mais eficiente. Não, ele dirá que você está perturbado, está tumultuado POR CAUSA de sua ambição. Abandone essa ambição. Um Mestre real só pode prometer que tirará a sua ambição, tirará o seu ego. Só pode prometer que o matará. Você veio para ser protegido, veio para alcançar alguma segurança, encontrar alguma ancora — mas um Mestre real é aquele que tira as suas escoras, escora após escora, tira-as todas de você. Um dia você simplesmente entra em colapso. E desse colapso, das cinzas, nasce um novo ser. O novo ser não tem nada a ver com você. Esse novo ser é tão novo que lhe é descontínuo. Não tem nenhum passado, não tem nenhum futuro, tem apenas uma presença pura, aqui e agora.

OSHO

Livrando se das expectativas


Derrubando os conceitos que mantinham os muros


26 de janeiro de 2014

A Tempestuosa Busca do Ser



21 de janeiro de 2014

Há necessidade de "tempo" para a ocorrência do despertar?


[...] Boa parte dos membros chegam aos nossos grupos de apoio num nível de consciência a qual denomino de “compuesfera”; uma esfera de consciência presa a um ou mais tipos de padrões de comportamentos compulsivos. Esta é a fase progressiva e de determinação fatal que pode levar a pessoa à loucura ou morte prematura. Ela pode ser tanto um ponto inicial na evolução da consciência, ou então um ponto de estagnação e deterioração do potencial humano, uma vez que seu movimento natural é sempre descendente.

A fase seguinte é a que denomino de “normoesfera”; uma fase um tanto ilusória, onde muitos buscam por segurança devido o fator de ser este o nível de consciência onde se situa a maioria da humanidade. Nesta faixa de consciência não é raro a presença de constantes “recaídas” para a “compuesfera”. Os mais sensíveis conseguem dar um salto consciêncial para a próxima esfera, onde a consciência do ego se torna maior: a “egoesfera”.

A “egoesfera” é uma fase bastante crítica no processo de desenvolvimento, uma vez que somos constantemente bombardeados pela nossa tendência para a busca de segurança no que é normal, tradicional. É uma fase em que cobramos por demais perfeição de nós mesmos, o que não deixa de ser uma manifestação do nosso ego, que agora entra pela porta dos fundos. Como a dor aqui é muito forte, muitos acabam recaindo feio para a fase da “compuesfera” e por já terem conhecido algo de superior não conseguem ficar muito tempo neste nível de consciência e acabam entrando numa espécie de “CICLO VICIOSO” entre a compuesfera e a egoesfera.

No entanto, todo este movimento começa a apurar a consciência da própria “consciência” e acaba nos levando para um outro nível, a qual denomino de “conscioesfera”. Esta fase é um verdadeiro fio de navalha”, o buraco da agulha, ou se preferir, “a porta estreita” pela qual apenas os que forem “pobres” de condicionamentos, apegos, distrações e fugas, podem atravessar, ou melhor fazer o movimento para abrir a porta. Mas, não somos nós que abrimos a porta. Aqui é somente o ABERTO que pode se manifestar; cabe aqui por nossa parte somente a boa vontade – fruto de um total descontentamento e desilusão com relação a tudo que é conhecido, que é produto do pensamento humano.

É extremamente difícil manter-se neste caminhar durante esta fase, uma vez que a pessoa não encontra por outras pessoas que também estão trilhando esse caminho. Outra característica marcante está na dificuldade de transmitir ao outro aquilo que estamos vivenciando. Não raro, a pessoa que atravessa este momento é mal interpretada e na maioria das vezes acaba sofrendo com o ostracismo coletivo. O ego então, aproveita a situação para lançar na mente a dúvida de que a pessoa esteja ficando louca por estar falando uma linguagem completamente diferente do condicionamento coletivo.

Não há como mensurar, como falar sobre o ABERTO para as demais pessoas, uma vez que o ABERTO é uma experiência única, singular e pessoal que pode ser comparado com o paladar. Se você não provou o mel, não há maneiras de explicar para você qual é o seu sabor. Uma vez que você o provou, não há mais como esquecer o sabor do mel. E se você o provou, não existem maneiras de você explicá-lo para alguém que ainda não o tenha experimentado por experiência própria. Como explicar o sabor do mel para alguém que nunca o tenha experimentado? O que podemos fazer é tentar transmitir da melhor maneira possível que encontrarmos, através da limitação das nossas palavras, de uma forma que as mesmas possam aguçar no outro a vontade de também conhecer por si mesmo este nível de consciência. Mas, o mais triste é constatar que ninguém está buscando pelo ABERTO, pois ele é o desconhecido e no desconhecido a respeitabilidade do ego não pode encontrar segurança e continuidade. Esta é uma fase bastante delicada, pois o sentimento de solidão é tão grande que não raro surgem a mente as idéias de suicídio como forma de escape para o vazio da solidão. O medo entra em cena, e o ego tenta atacar por todos os lados para manter seu domínio. O que se faz necessário aqui é um “egocídio” consciente e não um suicídio inconseqüente. Mas são poucos os que se aventuram neste caminhar solitário e que possuem a perseverança necessária para “carregar sua cruz” até o final, conseqüentemente, são poucos os que podem “ressuscitar” da neurose para a experiência da grande Vida, no Aberto em si mesmo.

Outsider

O despertar do fogo da paixão pelo autoconhecimento


Há necessidade de "tempo" para a ocorrência do despertar?

Só faltou a foto do Ramana ou do Osho
Uma pergunta corrente nas redes sociais é se há ou não a necessidade de "tempo", se há ou não a necessidade de um "processo" para a ocorrência do despertar.

Penso que, sem que se tenha vivenciado um "processo de despertamento", de "percebimento daquilo que se pensa ser", de "relembramento" Daquilo que se É, não haveria se quer o interesse por esse tipo de material, quanto mais a capacidade de entendimento do mesmo. De fato, o processo de despertar, não é uma ocorrência no futuro, mas sim, um PROCESSO, onde se vai despertando — de momento a momento —, até, quem sabe, estejamos PLENAMENTE despertos.

Pegue por exemplo, o seu processo de despertar matinal... ele não é instantâneo... Você vai acordando durante a manhã e, geralmente, nesse processo, ocorrem variações de humor, oscilações... Isso é muito simples e natural!

O interessante é notar que alguns dos que afirmam que o despertar é instantâneo, geralmente nem se quer despertaram quanto a codependência de sua relação com um determinado "guru", ou a uma determinada "metodologia" ou "linhagem espiritual"; o que se apresenta é só um joguinho de novas palavras e sorrisos momentâneos. É só no "longo processo" do rala rala do dia a dia, que a falsa consistência disso que pensam ser um "estado desperto no agora", se apresenta.

É como uma droga: inicialmente dá um imenso "barato" (apesar de ela não ser barata, não vir de graça - tem sempre um traficante da Graça). Só depois de muito tempo de exposição e uso (e de ter sido usado) é que os nefastos sintomas reais dessa irrealidade começam a bater de frente e a afetar todas as atividades.

É claro que um traficante vai sempre afirmar as "qualidades da droga que vende" (e que "venda" os olhos espirituais do usuário), tentando manter a sedução inicial daqueles a quem mantém cativo; assim como, do mesmo modo, o usuário irá defender as qualidades de tal droga, bem como difundir o local e o nome de quem a trafica.

E, desse modo, dá-se a continuidade do inconsciente e narcotizado baile de máscaras dos despertos sonâmbulos da pura luz.



Outsider


É possível observar sem palavras?




8 de janeiro de 2014

Esvaziando a mente através da Auto observação

Para frutificar há que se arar o terreno que somos

O rebelde não se apega ao conhecimento

Do egoconhecimento a vivência do Eu Sou

Abrindo mão do materialismo intelecto-espiritual

Só pelo coração é que as palavras geram comunhão

Tateando no insano labirinto social do vir a ter para vir a ser

6 de janeiro de 2014

Sem idiotas, não existe sábio

O homem, desde os primórdios, tem vivido uma vida muito esquisita. Esquisita no sentido de necessitar de idiotas. Se você não tiver idiotas, não terá o sábio. Se você não tiver os idiotas, não terá os assim considerados gigantes do intelecto. É praticamente uma necessidade que a categoria dos idiotas permaneça...

Os idiotas têm sido absolutamente necessários para que algumas pessoas proclamassem seus egos. Para algumas pessoas, subir na vida e ganhar Prêmio Nobel... e pense apenas por um momento, se todos estivessem vivendo de acordo com a própria natureza e não tentando ser uma outra pessoa... uma tremenda inteligência explodiria dentro de cada um. Trata-se de uma lei básica da vida e da existência. Ainda bem que as flores não escutam seus professores, seus líderes, seus políticos. Senão, eles diriam para as rosas: "O que estão fazendo? Tornem-se uma flor-de-lótus!" Mas as rosas não são tolas. Mas se, apenas para argumentar, as rosas começassem a tentar ser flores de lótus, o que aconteceria? Duas coisas com certeza: não haveria nenhuma rosa, porque toda a energia estaria envolvida em tornar-se um lótus; em segundo lugar, uma roseira não pode produzir uma flor-de-lótus. Isso não está no programa interno da semente.

Toda a estrutura da sociedade foi construída de maneira que algumas poucas pessoas explorem milhões de outras. E foram dados consolos àqueles que têm sido explorados: sua condição é causada por atos perversos em sua vida passada. Você não sabe nada sobre sua vida passada. Ora, esse é um ótimo consolo, por que o que se pode fazer? Ou lhe é dito que essa é uma prova de fogo para a sua fé em Deus. Esteja satisfeito como você é. E você será recompensado mil vezes mais, depois da morte. As religiões ou se refugiaram no passado, como o jainismo, o budismo, o hinduísmo, todas orientadas para o passado, ou se refugiaram além da morte, como outras três religiões, o cristianismo, o islamismo, o judaísmo. Não há muita diferença. Tudo o que está acontecendo, está acontecendo nesta vida, mas as religiões estão transferindo tudo para antes do nascimento ou para depois da morte. A estratégia é a mesma. O ponto fundamental é que você deve permitir que as pessoas o explorem. Você deve permitir que as pessoas bebam o seu sangue, com profundo contentamento, pois as coisas são como são. Eu quero dizer-lhes, enfaticamente, que todas as religiões estão sendo manipuladas pelos interesses do sistema. Todos os seus sacerdotes estão simplesmente a serviço dos seus políticos.

Na sociedade é muito difícil encontrar seres humanos que lhe deem liberdade para ser você mesmo. Isso criou um mundo de retardados. As nações necessitam de idiotas. Senão, quem vai lutar nas guerras? O mundo necessita de idiotas, do contrário, como algumas pessoas vão se tornar mais e mais ricas à custa do trabalho e do sangue de outras? Esta civilização necessita do maior número possível de pessoas estúpidas porque senão quem vai ser um católico, quem vai ser um protestante, quem vai ser um hindu, quem vai ser um muçulmano?

OSHO — A nova criança

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