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Este blog é apenas uma voz que clama no deserto deste mundo dolorosamente atribulado; há outros e em muitos países. Sua mensagem é simples, porém sutil. É uma espécie de flecha literária lançada ao acaso, mas é guiada por mãos superiores às nossas. À você cabe saber separar o joio do trigo...
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16 de março de 2012

Permaneça com seu Ser - Parte I

Permaneça com seu Ser
Parte I
Luzes de Nisargadatta Maharaj sobre a prática espiritual

Os ensinamentos abaixo foram retirados do principal livro de Nisargadatta Maharaj, I Am That (o qual já foi traduzido para o português, mas os trechos abaixo foram traduzidos por nós com base no original em inglês), e tem como foco a prática espiritual. Como os ensinamentos eram numerosos, revolvemos dividir em mais de um post, sendo este o primeiro da série.

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Aprofunde na percepção do “Eu Sou” e você encontrará. Como se encontra algo que você ignora ou se esqueceu? Você o mantém em mente até se lembrar. A percepção de ser, do “Eu sou” é a primeira a emergir. Pergunte-se de onde ela vem ou apenas observe-a em silêncio. Quando a mente permanece no “Eu sou”, sem se mover, você entra em um estado que não pode ser verbalizado mas pode ser experienciado. Tudo o que você precisa fazer é tentar e tentar novamente.

Eu vejo o que você também poderia ver, aqui e agora, se não fosse o foco errôneo de sua atenção. Você não dá atenção ao Ser. Sua mente está sempre com coisas, pessoas e ideias, nunca com seu Eu. Traga seu Eu para o foco, torne-se consciente de sua própria existência. Veja como você funciona, observe os motivos e resultados de suas ações. Estude a prisão que você construiu ao redor de si mesmo, inadvertidamente.

Olhe para a rede [o mundo pessoal de cada um] e para suas muitas contradições. Você faz e desfaz a cada passo. Quer paz, amor, felicidade e trabalha arduamente para criar dor, ódio e guerra. Quer viver muito e se empanturra, quer amizade e explora. Veja sua rede como composta de tais contradições e remova-as – o seu próprio ver os fará ir embora.

Como você parte para achar algo? Mantendo sua mente e coração naquilo. Deve haver interesse e constante lembrança. Lembrar-se do que precisa ser lembrado é o segredo do sucesso. Você consegue isso através da seriedade de intenção.

Inicialmente, dê o primeiro passo. Todas as bênçãos vêm de dentro. Volte-se para dentro. O “Eu sou” você conhece. Fique com isto todo o tempo que puder, até que você sempre volte a isso espontaneamente. Não existe caminho mais fácil ou simples.

Somos escravos daquilo que não conhecemos; do que conhecemos, somos senhores. Quaisquer vícios ou fraquezas em nós que conhecemos, descobrimos e entendemos suas causas e seus mecanismos, nós os superamos pelo próprio saber; o inconsciente se dissolve quando trazido à consciência. A dissolução do inconsciente libera energia; a mente sente-se adequada e torna-se quieta.

Recuse todos os pensamentos, exceto um: o pensamento “Eu sou!”. A mente vai se rebelar no começo mas, com paciência e perseverança, ela vai ceder e permanecer quieta.

Esteja alerta. Questione, observe, investigue, aprenda tudo o que puder sobre a confusão, como isso opera, o que faz para você e para os outros. Ao ter clareza sobre a confusão você se liberta dela.

Eliminando os intervalos de desatenção durante as horas de vigília, você vai gradualmente eliminar o longo intervalo de inconsciência que chama de sono. Você estará consciente que está adormecido.

Nisargadatta: Desapegue-se de tudo aquilo que deixa sua mente inquieta. Renuncie a tudo o que perturba a sua paz. Se você quer paz, mereça-a.

Pergunta: De que forma eu perturbo a paz?

Nisargadatta: Ao ser um escravo de seus desejos e medos.

Pense clara e profundamente, mergulhe na estrutura de seus desejos e suas ramificações. Eles são uma das partes mais importantes na sua composição mental e emocional e afetam suas ações poderosamente.
Lembre-se, você não pode abandonar o que não conhece. Para ir além de si mesmo, você deve conhecer a si mesmo.

Você deve se observar continuamente – em particular a sua mente – de momento a momento, sem perder nada. Este testemunho é essencial para a separação do Eu e do não Eu.

Já que é a Pura Consciência que faz a consciência ser possível, existe Pura Consciência em cada estado de consciência. Portanto, a própria consciência de ser consciente já é um movimento dentro da Pura Consciência. O interesse em seu fluxo de consciência leva-o para Pura Consciência.

Quando você entende que nomes e formas são conchas vazias sem qualquer conteúdo e o que é real é sem nome e forma – é pura energia de vida e luz da consciência – você está em paz, imerso no profundo silêncio da realidade.

Por que não se voltar da experiência para o experienciador, e realizar o verdadeiro significado da única afirmação que você pode fazer: “ Eu sou” ?

Apenas mantenha em mente o sentimento “Eu sou”, absorva-se nisso, até que sua mente e sentimento tornem-se um. Tentando repetidamente você vai se deparar com o equilíbrio correto entre atenção e sentimento e sua mente estará firmemente estabelecida no pensamento-sentimento “Eu sou”.

Você pode começar com trabalho desinteressado, abandonando o fruto de suas ações; então pode desistir dos pensamentos e, finalmente, de todos os desejos. Aqui, desistir (tyaga) é o fator operacional.
Ou você pode não se importar com as coisas que quer, pensa, faz, e apenas permanecer estabelecido no pensamento e sentimento “Eu sou”, focalizando “Eu sou” firmemente em sua mente. Todo tipo de experiência pode lhe acontecer – permaneça imóvel no conhecimento de que tudo o que é perceptível é transitório e apenas o “Eu sou” permanece.

Pergunta: Quando olho para dentro de mim, encontro sensações e percepções, pensamentos e sentimentos, desejos e medos, memórias e expectativas. Estou imerso nesta nuvem e não consigo ver nada mais.

Nisargadatta: Aquele que vê tudo isso, e o nada também, é o mestre interno. Apenas ele existe; todo o resto apenas parece existir. Ele é seu próprio ser (swarupa), sua esperança e garantia de liberdade; encontre-o e agarre-se a ele e você será salvo e estará seguro.

Ver o falso como falso é meditação. Isto deve ser contínuo, o tempo todo.

Posso falar-lhe sobre mim. Eu era um homem simples, mas confiei em meu Guru. O que ele me disse para fazer, eu fiz. Ele disse que me concentrasse no “Eu sou” – assim o fiz. Ele me disse que eu estou além de tudo o que é perceptível e concebível – eu acreditei. Dei a ele meu coração e minha alma, minha completa atenção e todo meu tempo disponível (eu tinha que trabalhar para manter minha família). Como resultado da fé e esforço dedicado, eu realizei o Ser (swarupa) em três anos.

Estabeleça-se na consciência de “Eu sou”. Este é o começo e também o fim de todo o esforço.

Para saber o que você é, você deve primeiro saber e investigar o que você não é. E para saber o que você não é, você deve observar-se cuidadosamente, rejeitando tudo o que necessariamente não combina com o fato básico “Eu sou”.

Nossa atitude comum é “Eu sou isso”. Separe consistente e perseverantemente o “eu sou” do “isto” e do “aquilo”, e tente sentir o que significa ser, apenas ser, sem ser “isto” ou “aquilo”. Todos os nossos hábitos vão contra isto e a tarefa de lutar contra eles é longa e árdua às vezes, mas o entendimento esclarecido ajuda muito. Quanto mais claramente você entender que no nível da mente você pode ser descrito apenas em termos negativos, mais rapidamente chegará ao fim de sua busca e realizará seu ser ilimitado.

Nisargadatta Maharaj

Permaneça com seu Ser - Parte II

Permaneça com seu Ser
Parte II


Este é o segundo post da série Permaneça com seu Ser. Veja o primeiro.

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Pergunta: Como se alcança isto?

Nisargadatta: A ausência de desejo e de medo o levará lá.

O Supremo é o mais fácil de se alcançar pois é o seu próprio ser. É suficiente não desejar nem pensar em nada que não o Supremo.

É a falsidade que é difícil e que é fonte de problemas. Ela sempre quer, espera, exige. Sendo falsa, é vazia, sempre em busca de confirmação e reconfirmação. Tem medo da inquirição e a evita; identifica-se com qualquer apoio, por mais fraco e momentâneo que seja. O que quer que consiga, perde, e pede mais.

Nisargadatta: Mesmo que eu lhe diga que você é a testemunha, o observador silencioso, isto não significará nada para você a menos que encontre o caminho para seu próprio ser.

Pergunta: Minha pergunta é: Como encontrar o caminho para o próprio ser?

Nisargadatta: Desista de todas as perguntas, exceto “Quem sou eu?” Pois, afinal, o único fato do qual você tem certeza é que você é. O “Eu sou” é certo. O “eu sou isto” não é.

Esforce-se para encontrar o que você é na realidade.

Lembrar-se de si mesmo é virtude, esquecer de si mesmo é pecado.

O procedimento correto é aderir ao pensamento de que você é o campo de todo conhecimento, a Consciência imutável e perene de tudo o que acontece aos sentidos e à mente. A ideia “Eu sou apenas a testemunha” purificará o corpo e a mente e abrirá o olho da sabedoria. O homem vai além da ilusão e seu coração se liberta de todos os desejos.

Por sua própria natureza, o prazer é limitado e transitório. Da dor o desejo  nasce, na dor ele busca realização e termina na dor da frustração e do desespero. A dor é o pano de fundo do prazer, toda busca de prazer nasce na dor e termina na dor.

Discriminar e descartar (viveka-vairagya) são absolutamente necessários. Tudo deve ser examinado cuidadosamente e o desnecessário deve ser impiedosamente destruído.

Acredite-me, não poderá haver destruição demais. Pois na realidade nada tem valor. Seja apaixonadamente desapaixonado – isto é tudo.

Quando, através da prática da discriminação e desapego (viveka-vairagya), você perder de vista os estados sensorial e mental, o puro ser emergirá como o estado natural.

Para conhecer o mundo você se esquece do Ser – para conhecer o Ser, você se esquece do mundo.

O que é o mundo, afinal? Uma coleção de memórias. Agarre-se ao que importa, segure-se no “Eu sou” e abra mão de todo o resto. Isto é sadhana.

Esteja plenamente consciente de seu próprio ser e você estará na bem-aventurança conscientemente. É porque você dirige sua mente para fora de si mesmo e fixa naquilo que você não é, que você perde seu senso de bem estar, de estar bem.

Como sabe, a personalidade é apenas um obstáculo. A autoidentificação com o corpo pode ser boa para uma criança, mas crescer verdadeiramente depende de tirar o corpo do caminho ( ir além do corpo). Normalmente, a pessoa deveria superar em relação aos desejos do corpo cedo na vida. Mesmo o Boghi, que não recusa prazeres, não precisa ansiar por aquilo que ele já experimentou. Hábito, desejo pela repetição, frustra tanto o Yogi quanto o Boghi.

Existem tantos que tomam o alvorecer pelo meio dia, uma experiência momentânea pela plena realização e destroem até mesmo o pouco que tinham conseguido, por excesso de orgulho. A humildade e o silêncio são essenciais para um sadhaka [buscador], por mais avançado que seja. Apenas um jnani [iluminado] plenamente amadurecido pode permitir-se completa espontaneidade.

Seja atento, investigue incessantemente. Isto é tudo.

Com certeza, seja egoísta – da maneira certa. Deseje estar bem, trabalhe no que é bom para você. Destrua tudo o que se coloca entre você e a felicidade. Seja tudo – ame tudo – seja feliz – faça feliz.

A memória é material – destrutível, perecível, transitória. Sobre tais frágeis fundações construímos um sentido de existência pessoal – vago, intermitente, onírico. Essa vaga persuasão: “Eu sou isto e isto” obscurece o estado imutável da Pura Consciência e nos faz acreditar que nascemos para sofrer e morrer.

A liberdade para fazer o que se quer é, na realidade, escravidão, enquanto ser livre para fazer o deve, o que é correto, é a real liberdade.

Tudo o que você tem a fazer é ver o sonho como sonho.

Seja qual for o nome que dê a isso: vontade, firme propósito, ou mente  focada, você retorna à seriedade, sinceridade, honestidade. Quando você é intensamente sério, você faz uso de cada acontecimento, cada segundo de sua vida ao seu propósito. Você não desperdiça tempo e energia em outras coisas. É totalmente dedicado, chame a isto vontade, amor ou total  honestidade.

Encontre o permanente no efêmero, o único fator constante em cada experiência.

Nada pode bloqueá-lo mais que as concessões, pois elas mostram a falta de seriedade, sem a qual nada pode ser feito.

Comece desassociando-se de sua mente. Resolutamente lembre-se que você não é a mente e que os problemas dela não são seus.

Dê sua total atenção ao que é mais importante em sua vida – você mesmo. Do seu universo pessoal, você é o centro – sem conhecer o centro, o que mais você pode conhecer?

Para ir além da mente, você deve manter sua mente em perfeita ordem. Você não pode deixar uma bagunça para trás e seguir em frente. A confusão vai lhe puxar. “Recolha seu lixo” parece ser uma Lei Universal. E uma lei justa também.

Apenas lembre-se de você mesmo. “Eu sou” é suficiente para curar sua mente e levá-lo além. Apenas confie um pouco.

Se quiser conhecer sua verdadeira natureza, deve ter a si mesmo em mente todo o tempo, até que o segredo de seu ser seja revelado.


Nisargadatta Maharaj
Fonte: http://advaita.com.br

Permaneça com seu Ser - Parte III

Permaneça com seu Ser

Parte III

Este é o terceiro post da série Permaneça com seu Ser. Veja o primeiro e segundo.

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Não é a adoração de uma pessoa (guru) que é o crucial, mas a seriedade e profundidade de sua devoção à tarefa. Lembre-se, indague, pondere, viva-a,  ame-a, cresça nela, faça-a sua – a palavra de seu Guru, externo ou interno.

Traga tudo para dentro e você conquistará tudo. Eu fazia isso. Todo o meu tempo era devotado ao meu Guru e ao que ele me disse.

Quando você está interessado na verdade, na realidade, deve questionar tudo, mesmo a sua própria vida.

Ter sempre seu Guru no coração e lembrar-se de suas instruções – isto é ser fiel à verdade.

A ilusão de ser corpo-mente está aí apenas porque não é investigada. A não investigação é a fina linha sobre a qual todos os estados da mente são alinhavados. Todos os estados da mente, todos os nomes e formas da existência têm suas raízes na não inquirição, na não investigação, na imaginação e na credulidade.

Quando estamos absorvidos em outras coisas, no não-Ser, esquecemos do Ser.

Sadhana (prática) consiste em lembrar a si mesmo obrigatoriamente da própria pura existência, de não ser nada em particular, nem uma soma de particulares, nem mesmo a totalidade dos particulares que formam o universo.

Apego é escravidão, desapego é liberdade. Necessitar é escravizar-se.

Aquele estado imóvel, que não é afetado pelo nascimento e morte de um corpo ou de uma mente – aquele estado você deve perceber.

Deixe de lado seus desejos e medos, dê sua total atenção ao sujeito, aquele que está por trás da experiência do desejo e do medo. Pergunte: Quem deseja? Deixa cada desejo levá-lo de volta a você mesmo.

O desejo de encontrar o Eu será certamente realizado, desde que você não queira mais nada. Mas você deve ser honesto consigo mesmo e realmente não desejar mais coisa alguma. Se, neste meio tempo, você desejar muitas outras coisas e estiver engajado em consegui-las, seu principal propósito pode ser adiado até que você fique mais sábio e cesse de ficar dividido entre necessidades contraditórias.

Seja qual for o trabalho que você tenha assumido – complete-o. Não comece novas tarefas, a menos que seja chamado por uma situação concreta de sofrimento e de alívio do sofrimento. Encontre-se primeiro e infinitas bênção se seguirão. Não há lucro maior para o mundo do que o abandono do lucro. O homem que não pensa mais em termos de perdas e ganhos é verdadeiramente o homem não violento, pois ele está além de todo conflito.

Quando você tiver entendido que toda a existência, na separação e limitação, é dolorosa, e quando você quiser e for capaz de viver integralmente, em unidade com toda a vida enquanto puro ser, você estará além da necessidade de ajuda.

O fim da dor não está no prazer. Quando você percebe que está além tanto da dor quanto do prazer, distante e inatacável, então a luta pela felicidade cessa e a tristeza resultante também. Pois a dor anseia pelo prazer e o prazer termina em dor, incessantemente.

O que é nascimento e morte a não ser o começo e o fim de uma sequência de eventos na consciência? Por causa da idéia de separação e limitação eles são dolorosos. O alivio momentâneo da dor chamamos prazer – e construímos castelos no ar, na esperança de um prazer sem fim, a que chamamos de felicidade. Tudo isto é mal entendido e mal utilizado. Acorde, vá além, viva realmente.

Desassocie o seu ser deste corpo de nascimento e morte e todos os seus problemas serão resolvidos. Eles existem porque você acredita que nasceu para morrer. Liberte-se da ilusão e seja livre. Você não é uma pessoa.

Apenas olhe e lembre-se: o que quer que você perceba não é você, nem é seu. Aquilo está lá no campo da consciência, mas você não é o campo e seus conteúdos, nem mesmo o conhecedor do campo. Simplesmente olhe para qualquer coisa que aconteça e saiba que você está além disso.

Tudo o que você precisa fazer é parar de considerar-se como estando dentro do campo da consciência.

Não desperdice energia e tempo em arrependimentos. Aprenda com os seus erros e não os repita.

O corpo existe no tempo e no espaço, transitório e limitado, enquanto que seu morador é infinito, eterno e a tudo permeia. Identificar um com o outro é um erro doloroso e a causa de um sofrimento sem fim.

Por que brincar com as idéias? Contente-se com o que você tem certeza. E a única coisa da qual você pode ter certeza é “Eu sou”. Fique com isto e rejeite todo o resto. Isto é Yoga.


Nisargadatta Maharaj
Fonte: http://advaita.com.br

2 de março de 2012

Curtas do dia

Ele [o sonho] parece não ter começo, mas, na verdade, acontece apenas agora. Você o está renovando, de momento a momento. Uma vez que você tenha percebido que está sonhando, você acorda. Mas você não percebe por que quer que o sonho continue. Virá um dia em que você desejará pelo final do sonho, com todo seu coração e mente, e estará disposto(a) a pagar o preço; o preço será o desapaixonamento e o desapego, a perda de interesse no sonho em si mesmo. Querer que ele continue não é inevitável. Veja claramente a sua situação, sua própria claridade o libertará.
Nisargadatta Maharaj
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A Beleza se oculta na simplicidade; a senda ardente, no cumprimento da Lei.
Trigueirinho
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A atitude filosófica é que uma pessoa deve desempenhar totalmente seu dever no mundo, mas isso será feito de tal forma que não traga dano para ninguém. Verdade, honestidade e honra não serão sacrificadas por dinheiro. Tempo, energia, capacidade e dinheiro serão usados sabiamente para os melhores interesses da humanidade, e acima de tudo o filósofo rezará constantemente para que o Eu Superior o aceite como um instrumento de serviço dedicado. E ele certamente o aceitará.

Os Cadernos de Paul Brunton , volume 5
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