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Este blog é apenas uma voz que clama no deserto deste mundo dolorosamente atribulado; há outros e em muitos países. Sua mensagem é simples, porém sutil. É uma espécie de flecha literária lançada ao acaso, mas é guiada por mãos superiores às nossas. À você cabe saber separar o joio do trigo...

15 de janeiro de 2011

Uma pessoa é todo o resto da humanidade

A consciência de um é a consciência do resto da humanidade. Isso é lógico. Você pode discordar, pode dizer: “Minha consciência é separada e precisa ser assim”. Mas será que é assim mesmo? Se compreende a natureza disso, então se vê que uma pessoa é o resto da humanidade. Pode-se ter um nome diferente, pode-se viver em determinada parte do mundo e ser educado de determinado modo, pode-se ser rico ou muito pobre, mas, quando se vai para detrás da máscara, profundamente, a pessoa é o resto da humanidade – com suas dores, solidão, sofrimento, desespero, neuroses, crendo em alguma ilusão, e por aí vai. Tanto no Oriente quanto no Ocidente, isso é assim. Pode-se não gostar disso; pode-se gostar de pensar que se é totalmente independente, um indivíduo livre, mas, quando se observa muito profundamente, se é o resto da humanidade.

Krishnamurti - The Flame of Attention, p 85
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